Para os realmente saudosistas…
http://welcomeconsumer.com/wp-content/uploads/2007/06/guile_pose.jpg
http://www.youtube.com/watch?v=6PDmZnG8KsM
junho 30, 2009
junho 26, 2009
"Não nudez" é que é
Assim de repente lembrei-me que essa coisa da “nudez”, não é nada simples. Refiro-me, obviamente, ao lado sensorialmente estimulante da “nudez”.
Aliás, pensando bem, nem sequer trata apenas de “nudez”, mas sim do binómio “nudez/contrário-de-nudez-que-doravante-designarei-por-não-nudez”. Lá está, até nesta questão do antónimo a “nudez” é complicada. Adiante…
Aliás, pensando bem, nem sequer trata apenas de “nudez”, mas sim do binómio “nudez/contrário-de-nudez-que-doravante-designarei-por-não-nudez”. Lá está, até nesta questão do antónimo a “nudez” é complicada. Adiante…
Como responderiam os macacos que me estão próximos, quando confrontados com a questão “O que é que faz abanar mais a cauda, uma macaca nua ou uma macaca com roupa?”. Uma pequena percentagem de macacos frustados responderia “Os macacos não usam roupas, duhhh!”. Estes merecem piedade e ajuda grátis em forma de um par de estalos bem aviado.
O grosso da amostra responderia “A nua, claro! Grrraaaaaauuuu…”. Mas será mesmo assim? Pensei a fundo nesta questão anteontem enquanto estava deitado na cadeira do dentista a arrancar um dente do siso e ocorreu-me que o nu por si, integral, frontal e outras coisas terminadas em “al”, tem de facto o seu interesse – que não é de menosprezar – na medida em que apetece ter, tocar, experimentar, etc, mas torna-se desinteressante se sujeito a exposição prolongada.
O grosso da amostra responderia “A nua, claro! Grrraaaaaauuuu…”. Mas será mesmo assim? Pensei a fundo nesta questão anteontem enquanto estava deitado na cadeira do dentista a arrancar um dente do siso e ocorreu-me que o nu por si, integral, frontal e outras coisas terminadas em “al”, tem de facto o seu interesse – que não é de menosprezar – na medida em que apetece ter, tocar, experimentar, etc, mas torna-se desinteressante se sujeito a exposição prolongada.
Por isso é que a Playape perde toda a piada passados cinco minutos, porque, bem vistas as coisas – que é como dizer fotografias pois o texto é absolutamente dispensável – não passam de… nus! Cheios de formas e cores apelativas, é certo, mas isso também uma Playstation 3.
Em todo o planeta Terra, a única classe que desfruta a 100% duma publicação desse tipo são os peixes. Sim, os peixes. Afinal ter uma memória de 5 segundos tem as suas vantagens. O mundo que nos rodeia, mesmo que reduzido ao tamanho do aquário pousado em cima de um frigorífico, pode ser um lugar interessantíssimo e de permanente espanto se só nos lembrarmos do que se passou há cinco segundos atrás. Por isso é que os peixes têm os olhos sempre muito abertos e aquela boca de…peixe. Estão constantemente a pensar “Ah, que giro! Ena, olha lá isto! Ah, que giro! Ena, olha lá isto! Ah, que…”. Toma lá esta, Jacques Costeau.
Em todo o planeta Terra, a única classe que desfruta a 100% duma publicação desse tipo são os peixes. Sim, os peixes. Afinal ter uma memória de 5 segundos tem as suas vantagens. O mundo que nos rodeia, mesmo que reduzido ao tamanho do aquário pousado em cima de um frigorífico, pode ser um lugar interessantíssimo e de permanente espanto se só nos lembrarmos do que se passou há cinco segundos atrás. Por isso é que os peixes têm os olhos sempre muito abertos e aquela boca de…peixe. Estão constantemente a pensar “Ah, que giro! Ena, olha lá isto! Ah, que giro! Ena, olha lá isto! Ah, que…”. Toma lá esta, Jacques Costeau.
Pois bem, aqui é que entra o conceito de “não nudez”. Penso que o que faz abanar a cauda de um macaco é a sua imaginação e é aí que está o cerne da questão. A “não nudez” tem uma dinâmica muito mais rica do que a “nudez”. Estimula a imaginação e mantém-nos a adivinhar, a especular e a desejar.
No fundo, é isso que nós queremos: queremos caçar e sentir o “prazer da caça”, queremos ser predadores e alfas, queremos tudo aquilo que nos dizem que não podemos ter. Quando nos dão o que queremos, quando se despem e temos a “nudez”, perde a piada.
Portanto, para este fim-de-semana eu desejo a todos muita “não nudez”.
Saravá.
junho 19, 2009
O Grande Ruca
Aqui há umas semanas saiu uma peça numa daquelas revistas de fim-de-semana sobre um cão, de seu nome Ruca, que estava treinado para farejar DVDs falsos. O cidadão-macaco comum, tacanho e mesquinho, dotado apenas de uma micro-perspectiva da sociedade poderá sentir-se tentado a pensar – para os mais atrevidos até mesmo em voz alta – que ultraje!
Anda um tipo para aqui a pagar impostos para isto! Ainda se fosse para proporcionar faustosas reformas vitalícias aos deputados ao fim de um par de anos ao serviço do país (duríssimo, acrescente-se), ou para dotar o Ministério da Defesa de submarinos, helicópteros e jactos comprados a países com exércitos a sério (à homem), ainda vá que não vá, mas agora gastar dinheiro dos contribuintes a treinar cães farejadores de DVD? Inadmissível!
Pois, isso foi o que eu também pensei, do alto da minha tacanhância mesquinhosa (bonita expressão, acabadinha de inventar).
Mas de repente ocorreu-me que um DVD pode ser tão ou mais perigoso do que uma arma, aquilo é capaz de vazar uma vista se for bem lançado, assim tipo frisbee.
E a quantidade de criminosos que escapam aos radares plantados nas estrada, por ostentarem nos espelhos retrovisores das suas bombas aqueles complicadíssimos dispositivos de camuflagem e despiste, que aos olhos de um leigo se parecem com um DVD atado com um cordel, mesmo ao lado do rosário?
Parece-me bem. De facto, temas como o aumento da criminalidade violenta e do tráfico de droga mirram perante um assunto tão vital para a sociedade como o atropelo dos direitos de autor e das leis de copyright.
Este país precisa é de um Ruca em cada esquina!
Anda um tipo para aqui a pagar impostos para isto! Ainda se fosse para proporcionar faustosas reformas vitalícias aos deputados ao fim de um par de anos ao serviço do país (duríssimo, acrescente-se), ou para dotar o Ministério da Defesa de submarinos, helicópteros e jactos comprados a países com exércitos a sério (à homem), ainda vá que não vá, mas agora gastar dinheiro dos contribuintes a treinar cães farejadores de DVD? Inadmissível!
Pois, isso foi o que eu também pensei, do alto da minha tacanhância mesquinhosa (bonita expressão, acabadinha de inventar).
Mas de repente ocorreu-me que um DVD pode ser tão ou mais perigoso do que uma arma, aquilo é capaz de vazar uma vista se for bem lançado, assim tipo frisbee.
E a quantidade de criminosos que escapam aos radares plantados nas estrada, por ostentarem nos espelhos retrovisores das suas bombas aqueles complicadíssimos dispositivos de camuflagem e despiste, que aos olhos de um leigo se parecem com um DVD atado com um cordel, mesmo ao lado do rosário?
Parece-me bem. De facto, temas como o aumento da criminalidade violenta e do tráfico de droga mirram perante um assunto tão vital para a sociedade como o atropelo dos direitos de autor e das leis de copyright.
Este país precisa é de um Ruca em cada esquina!
maio 08, 2009
Xunga Pop #1
Directamente de Setúbal, no seguimento do funeral de um jovem, dois bonitos ícones da cultura xunga nacional: a beatificação a título póstumo e o cortejo fúnebre “à lá quartier” – ou à moda do bairro, como queiram.
Das cenas “à lá quartier” falaremos noutro dia. Acreditem, há muita coisa para falar.
Quanto à beatificação a título póstumo (BTP), que é aquele processo que se dá quando as pessoas morrem são imediatamente beatificadas. De repente, todo o mal que fizeram durante a vida não tem importância absolutamente nenhuma, é mais ou menos isto:
“O Cajó foi um bom homem, um pai extremoso, marido dedicado, o melhor dos companheiros, particularmente nestes últimos dez anos que passou na prisão a cumprir pena por violação de menores e homicídio qualificado da amante de quem tinha uma menina. O mundo ficou mais pobre com a sua partida…Era um santo.”
Não interessa o que fez ou deixou de fazer. Morreu, logo foi um santo.
“É um exemplo para todos. Meu deus, como a vida é injusta, um tipo já não pode prejudicar os outros à vontade sem se arriscar a levar um tiro. Como é que é suposto um gajo ganhar a vida? O subsídio de desemprego mal dá para pagar o tabaco, a TV cabo, a internet, a prestação do carro e as férias em Palma de Maiorca. Não há direito! A culpa disto tudo é do governo, esses bandidos…”
Enfim é inacreditável. A sensação de ouvir isto da boca de um bípede é impagável, é surrealismo moderno em ponto de caramelo.
E logo de Setúbal, onde há tanta coisa tão boa e tão nacional: o choco, as praias, a serra, o Mourinho…
Fui.
Das cenas “à lá quartier” falaremos noutro dia. Acreditem, há muita coisa para falar.
Quanto à beatificação a título póstumo (BTP), que é aquele processo que se dá quando as pessoas morrem são imediatamente beatificadas. De repente, todo o mal que fizeram durante a vida não tem importância absolutamente nenhuma, é mais ou menos isto:
“O Cajó foi um bom homem, um pai extremoso, marido dedicado, o melhor dos companheiros, particularmente nestes últimos dez anos que passou na prisão a cumprir pena por violação de menores e homicídio qualificado da amante de quem tinha uma menina. O mundo ficou mais pobre com a sua partida…Era um santo.”
Não interessa o que fez ou deixou de fazer. Morreu, logo foi um santo.
“É um exemplo para todos. Meu deus, como a vida é injusta, um tipo já não pode prejudicar os outros à vontade sem se arriscar a levar um tiro. Como é que é suposto um gajo ganhar a vida? O subsídio de desemprego mal dá para pagar o tabaco, a TV cabo, a internet, a prestação do carro e as férias em Palma de Maiorca. Não há direito! A culpa disto tudo é do governo, esses bandidos…”
Enfim é inacreditável. A sensação de ouvir isto da boca de um bípede é impagável, é surrealismo moderno em ponto de caramelo.
E logo de Setúbal, onde há tanta coisa tão boa e tão nacional: o choco, as praias, a serra, o Mourinho…
Fui.
Conversas sobre nada
Ontem de noite ocorreu-me que as conversas sobre “Nada” são, de facto, as conversas sobre tudo. Tudo o resto, pelo menos.
Estes “Nada”, que inevitavelmente reduzimos a trivialidades, preenchem os vazios deixados pelas coisas que dizemos importantes e fazem com que não tenhamos aquela sensação de “falta-me aqui qualquer coisa”, aquela sensação de desconforto vazio.
Mais, atrevo-me mesmo a pensar que, se algumas vezes nos sentimos de facto plenos, completos, não é por causa dos “Tudo” mas sim por causa destes “Nada”.
Ora, por redução ao absurdo, cheguei a esta conclusão estranhíssima: se temos estes “Nada”, então temos tudo.
Desconcertante, não é? Pois és.
Saravá
Estes “Nada”, que inevitavelmente reduzimos a trivialidades, preenchem os vazios deixados pelas coisas que dizemos importantes e fazem com que não tenhamos aquela sensação de “falta-me aqui qualquer coisa”, aquela sensação de desconforto vazio.
Mais, atrevo-me mesmo a pensar que, se algumas vezes nos sentimos de facto plenos, completos, não é por causa dos “Tudo” mas sim por causa destes “Nada”.
Ora, por redução ao absurdo, cheguei a esta conclusão estranhíssima: se temos estes “Nada”, então temos tudo.
Desconcertante, não é? Pois és.
Saravá
maio 05, 2009
"I num Instante Tudo Muda
"i Num Instante Tudo Muda" - Pelo que percebi é um jornal que sai dia 7... Gostei da campanha publicitária, fez-me ir ao site ver do que se tratava...Parece interessante... Mas tenho dois pensamentos a cerca de isto...
Primeiro...não chegava o jornal "oje", com um erro ortográfico? também tínhamos de ter o "i" a substituir o "E"???
Parecendo que não, isso influencia as criancinhas...que já hoje em dia usam o menor numero de letras possível...Para economia de tempo e dinheiro...
Segundo pensamento...
Foi ver o site, fala de muita mudança, economia, ambiente, geral, politica e sociedade...Bons temas...
Mas e a cultura??
Se há coisa que devia mudar no nosso pais era a cultura...
Não sabia onde poderia exprimir a minha opinião quanto a isto, mas achei que devia partilhar...
Bem haja, macacos!
abril 30, 2009
O Triunfo dos Porcos
A gripe suína é o verdadeiro triunfo dos porcos. Amantes da febra, tremei! Adoradores do courato, prostrai-vos e pedi perdão! Eles chegaram para conquistar o mundo. Oinc!
Nota de rodapé: Quanto tempo dura um orgasmo suíno? Uns pujantes 30 minutos. Pois, então aqueles guinchos estão explicados. Pudera...
Nota de rodapé: Quanto tempo dura um orgasmo suíno? Uns pujantes 30 minutos. Pois, então aqueles guinchos estão explicados. Pudera...
abril 09, 2009
Use me
E deixo-vos, caríssimos primatas, com o seguinte pensamento de fim de semana (o verso que falta):
Talking about you using me but it all depends on what you do
It ain't too bad the way you're using me
Cause I sure am using you to do the things you do
Ah ha to do the things you do
Saravá.
http://www.youtube.com/watch?v=KVezt2sYj5E&feature=related
Talking about you using me but it all depends on what you do
It ain't too bad the way you're using me
Cause I sure am using you to do the things you do
Ah ha to do the things you do
Saravá.
http://www.youtube.com/watch?v=KVezt2sYj5E&feature=related
abril 02, 2009
My baby just cares for me
Para ouvir bem alto. Melhora exponencialmente se na altura certa com a companhia certa…aliás como tudo de bom da vida. Enjoy.
"To hear quite loudly. It improves exponencly if at a certain moment with the certain company … as a matter of fact like everything of good one of the life. Enjoy."
Saravá.
"To hear quite loudly. It improves exponencly if at a certain moment with the certain company … as a matter of fact like everything of good one of the life. Enjoy."
Saravá.
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