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outubro 31, 2007

Publicidade deprimente

Acho que faz parte de uma conspiração para retirar o ânimo aos macaquinhos trabalhadores. Espalham mensagens como esta pelos trasportes públicos... E depois queixam-se que a macacada anda toda a dormir...

Todos os dias são 2ª-feira

(outra muito boa é uma de um senhor que é supostamente a imagem da simpatia dos funcionários do metro... Tenho que ver se arranjo essa!)

outubro 04, 2007

O Cúmulo da Proactividade

Ser proactivo é...sofrer de "cotovelo de tenista" antes sequer de começar as aulas de ténis. Somente ao alcance de alguns predestinados.

"Vinte e Sete de acordo no reforço às sanções contra a Birmânia"

Pois é!... É bom saber que o meu colega 27 está cada vez mais politicamente activo! Não bastava a posta anterior sobre o Mourinho, o Santana e o como-é-que-isto-anda-para-a-frente, e não é que ontem aparece no Público uma notícia sobre ele?!...

outubro 02, 2007

Homem Vs Político

http://www.youtube.com/watch?v=MpB1Ydko4NU

Não sou grande apreciador dos constituintes da classe política portuguesa. Sou daquelas pessoas que vota noutras pessoas e não em partidos – parece-me ser acima de tudo um reflexo da falta de confiança nos políticos (aliás bem patente nos últimos sufrágios) e não confiança nas pessoas.
Constato de quando em quando que por terras lusitanas não se governa nem se faz oposição (e neste último aspecto dou toda a razão ao Rei da Madeira), são todos uns rascas – como a geração.

De vez em quando lá aparece uma figura que de alguma forma se destaca: basta um simples gesto, pequenos pormenores (a “malta” agarra-se a tudo, tal é o desespero), que despertam a atenção do eleitorado e granjeiam popularidade a este sujeitinho perfeitamente mediano, que até então andava perdido no rego do cú do tempo.
Refiro-me ao Dr. Pedro Santana Lopes, Pedro Sacana Lopes, Pedro Santana Flops, ou outra combinação qualquer.

Ser um gentleman e ainda por cima sportinguista são das poucas qualidades que lhe reconheço. A nível político parece-me, pela sua mais recente prestação à frente da Câmara Municipal de Lisboa, que dava para aí…um bom funileiro, sendo que mais valia a pena ter deixado a “malta” na dúvida se porventura teria alguma aptidão para a política, do que confirmar que a não tem!

No entanto não pude deixar de aplaudir a sua recente atitude de ter deixado a redacção do canal SIC Noticias pendurado num directo, após ter sido interrompido a meio de uma entrevista para que a “malta” pudesse assistir…à chegada ao Aeroporto da Portela doutro cromo português.
Assistir à chegada do Mourinho ao Aeroporto da Portela - que se tratou de duma chegada normalíssima, sem absolutamente nada para contar, quanto mais para interromper uma entrevista de um canal de notícias com um político de relevo…
Demonstrando um “saber estar” que faria inveja à própria Paula Bobone, o entrevistado, sem nunca entrar em faltas de respeito ou educação, simplesmente recusou-se a continuar a entrevista, tendo a audácia de perguntar à jornalista que o entrevistava se esta se lembrava ainda de donde tinha ficado, se a interrupção se justificava e se seria assim que o país andaria para a frente!
Isto, caros macacos, é a chamada bofetada de luva branca, mas com uma mão do tamanho da do “King Kong”. A loucura continuou quando rematou (à lá matador, acrescente-se) declarando que as pessoas tinham de aprender! Não se tratou de uma bofetada de luva branca mas dum soco do calibre do Mike Tyson nos tomates da redacção da SIC Notícias.

Assistimos depois às ridículas tentativas da redacção SIC Noticias, personalizada na tal jornalista (coitada, desta não se esquecerá) de prosseguir com a entrevista, mas mais valia terem participado na Maratona de Lisboa em pelota equipados com chapéus de cozinheiro, porque caíram ainda mais no ridículo.

Deu para rir à gargalhada, pois perante gente portadora de estupidite aguda deste calibre, rir é mesmo o melhor remédio. Isso e passar-lhes por cima com o camião do lixo de madrugada, mas depois ainda tinha chatices com a polícia e não estou para tal (para chatear a polícia, entenda-se).

Por fim dei-me conta dum facto curioso: o sujeito em questão criou mais empatia em mim com este gesto perfeitamente humano, do que toda a treta política que alguma vez regurgitou cá para fora.

A conclusão que tirei daqui foi a seguinte: numa eleição onde concorressem o Dr. Pedro Santana Lopes político com o respectivo apoio da máquina partidária, e o Pedro Santana Lopes cavalheiro e sócio do Sporting, ponderaria votar no segundo, mas nunca, jamais, alguma vez, no primeiro.
Votamos portanto em pessoas, naquilo que elas representam por si. Em políticos (subentenda-se em partidos) votamos quando não há alternativa…Ou então vamos para a praia e simplesmente não votamos.

setembro 19, 2007

Um blog é como um bom vinho

...só atinge o auge das suas qualidades após uns anitos. Este blog está agora no seu auge.

Passo a explicar: ninguém vem cá ver rigorosamente nada, está mais vazio do que um frigorífico no Pólo Norte, e por isso podemo-nos dar ao luxo de escrever exactamente o que nos apetece, sem qualquer receio de ferir susceptibilidades, ofender familiares ou amigos, dar pontapés na gramática, enfim, um luxo.

Postas as coisas (ou fatias as coisas, tanto me faz - piadinha foleira impossível num blog fora do seu auge), isto está à beira de se tornar numa sodoma do maldizer, numa gomorra dos golpes-baixos. E reparem como "sodoma" ou "gomorra" não estão escritas com letra maiúscula e que nem sequer fui ver se "golpe-baixo" se escrevia de facto assim! Ahhhhhhhhhh. Isto é que é vida!

Fui.

É bom ser árbitro de futebol

Conforme alguém dizia durante o Portugal - Sérvia, "deve ser óptimo ser árbitro. Tanta gente a lembrar-se de ti, da tua mãe, da tua esposa..."

...

É incrível a quantidade de coisas que QUASE acontecem na nossa vida.

setembro 15, 2007

Na terra dos alces

Este vosso amigo macaco mudou-se para a terra dos alces.
E vou diáriamente ou quando puder mostrar como é a vida aqui aqui junto dos alces...
Aconselho vividamente a visitar-me NA TERRA DOS ALCES!!!

julho 24, 2007

Envelhecer

Envelhecer é reparar que os adolescentes nos tratam por "você" em vez de "tu". É muito estranho...Só me ocorre a frase "Ah, então é assim que é...".

maio 25, 2007

OBSERVAÇÃO SOBRE A CULTURA AUTOMÓVEL POPULAR PORTUGUESA

O conta-quilómetros

Tempos houve em que comparávamos os carros entre si, referindo-nos (erroneamente) ao seu “conta-quilómetros”. Dizíamos “Epá, este marca 120!”. Tratava-se, com certeza, de uma grande máquina, para aí um Renault 4L, ou Fiat 127.

Estou a falar de uma altura em que cada marca de automóveis tinha o seu próprio design, perfeitamente distinto de qualquer uma das outras. E cada dono orgulhava-se do seu bólido, como se este tivesse alma, personalidade e fosse único no universo.

Os automóveis eram embelezados com uma série de apêndices de gosto duvidoso – antenas de rádio com 2 metros de altura, autocolantes da marca Alpine, penduricalhos no espelho retrovisor, almofadas e animais de peluche na chapeleira, ponteiras de escape cromadas, ailerons colados à base de Super Cola 3, ferraduras penduradas na frente do carro, capas para os bancos em tecido com padrão tipo “toalha de mesa” e o meu preferido, uma inscrição na porta do condutor com as iniciais deste e o seu tipo de sangue.

Mas o “conta-quilómetros” era o que contava, the real deal. Aquele número mágico ditava a diferença entre o voar baixinho e ficar cá de baixo a ver os outros levantar voo. E estamos a falar de uma altura em que não era obrigatório o uso de cinto de segurança, os carros não tinham ABS nem airbag e as estradas faziam lembrar o Paris-Dakar.
E não era preciso chegar lá com o ponteiro, o que cotava era o que lá estava escrito. Atingir ou não essa velocidade era apenas uma questão de pormenor.

Actualmente reinam os veículos capazes de perfomances muito superiores às da época, todos muito mais seguros e confortáveis e ergonómicos, todos arredondados, todos feitos em plástico, todos dotados do mesmo número no “conta-quilómetros”, até irrita.

Já ninguém diz quanto é que marca o “conta-quilómetros” da sua máquina porque se tornou absolutamente irrelevante. O dito “conta-quilómetros” já perdeu todo o seu significado, aquela aura que tinha dantes, tipo crista do galo, e com ele perdeu-se também o prazer que era “ter um carro”, mesmo que este avariasse, metesse água, não pegasse ou gastasse muita gasolina. Não interessava, o dono do veículo era incapaz de ver os seus defeitos por mais óbvios que estes fossem, apenas via as qualidades – tal e qual um filho aos olhos dos seus pais.

Tudo isto se perdeu. Até o dito do “conta-quilómetros”. Parece que agora se chama velocímetro…e até os há digitais…