Aqui há umas semanas saiu uma peça numa daquelas revistas de fim-de-semana sobre um cão, de seu nome Ruca, que estava treinado para farejar DVDs falsos. O cidadão-macaco comum, tacanho e mesquinho, dotado apenas de uma micro-perspectiva da sociedade poderá sentir-se tentado a pensar – para os mais atrevidos até mesmo em voz alta – que ultraje!
Anda um tipo para aqui a pagar impostos para isto! Ainda se fosse para proporcionar faustosas reformas vitalícias aos deputados ao fim de um par de anos ao serviço do país (duríssimo, acrescente-se), ou para dotar o Ministério da Defesa de submarinos, helicópteros e jactos comprados a países com exércitos a sério (à homem), ainda vá que não vá, mas agora gastar dinheiro dos contribuintes a treinar cães farejadores de DVD? Inadmissível!
Pois, isso foi o que eu também pensei, do alto da minha tacanhância mesquinhosa (bonita expressão, acabadinha de inventar).
Mas de repente ocorreu-me que um DVD pode ser tão ou mais perigoso do que uma arma, aquilo é capaz de vazar uma vista se for bem lançado, assim tipo frisbee.
E a quantidade de criminosos que escapam aos radares plantados nas estrada, por ostentarem nos espelhos retrovisores das suas bombas aqueles complicadíssimos dispositivos de camuflagem e despiste, que aos olhos de um leigo se parecem com um DVD atado com um cordel, mesmo ao lado do rosário?
Parece-me bem. De facto, temas como o aumento da criminalidade violenta e do tráfico de droga mirram perante um assunto tão vital para a sociedade como o atropelo dos direitos de autor e das leis de copyright.
Este país precisa é de um Ruca em cada esquina!
junho 19, 2009
maio 08, 2009
Xunga Pop #1
Directamente de Setúbal, no seguimento do funeral de um jovem, dois bonitos ícones da cultura xunga nacional: a beatificação a título póstumo e o cortejo fúnebre “à lá quartier” – ou à moda do bairro, como queiram.
Das cenas “à lá quartier” falaremos noutro dia. Acreditem, há muita coisa para falar.
Quanto à beatificação a título póstumo (BTP), que é aquele processo que se dá quando as pessoas morrem são imediatamente beatificadas. De repente, todo o mal que fizeram durante a vida não tem importância absolutamente nenhuma, é mais ou menos isto:
“O Cajó foi um bom homem, um pai extremoso, marido dedicado, o melhor dos companheiros, particularmente nestes últimos dez anos que passou na prisão a cumprir pena por violação de menores e homicídio qualificado da amante de quem tinha uma menina. O mundo ficou mais pobre com a sua partida…Era um santo.”
Não interessa o que fez ou deixou de fazer. Morreu, logo foi um santo.
“É um exemplo para todos. Meu deus, como a vida é injusta, um tipo já não pode prejudicar os outros à vontade sem se arriscar a levar um tiro. Como é que é suposto um gajo ganhar a vida? O subsídio de desemprego mal dá para pagar o tabaco, a TV cabo, a internet, a prestação do carro e as férias em Palma de Maiorca. Não há direito! A culpa disto tudo é do governo, esses bandidos…”
Enfim é inacreditável. A sensação de ouvir isto da boca de um bípede é impagável, é surrealismo moderno em ponto de caramelo.
E logo de Setúbal, onde há tanta coisa tão boa e tão nacional: o choco, as praias, a serra, o Mourinho…
Fui.
Das cenas “à lá quartier” falaremos noutro dia. Acreditem, há muita coisa para falar.
Quanto à beatificação a título póstumo (BTP), que é aquele processo que se dá quando as pessoas morrem são imediatamente beatificadas. De repente, todo o mal que fizeram durante a vida não tem importância absolutamente nenhuma, é mais ou menos isto:
“O Cajó foi um bom homem, um pai extremoso, marido dedicado, o melhor dos companheiros, particularmente nestes últimos dez anos que passou na prisão a cumprir pena por violação de menores e homicídio qualificado da amante de quem tinha uma menina. O mundo ficou mais pobre com a sua partida…Era um santo.”
Não interessa o que fez ou deixou de fazer. Morreu, logo foi um santo.
“É um exemplo para todos. Meu deus, como a vida é injusta, um tipo já não pode prejudicar os outros à vontade sem se arriscar a levar um tiro. Como é que é suposto um gajo ganhar a vida? O subsídio de desemprego mal dá para pagar o tabaco, a TV cabo, a internet, a prestação do carro e as férias em Palma de Maiorca. Não há direito! A culpa disto tudo é do governo, esses bandidos…”
Enfim é inacreditável. A sensação de ouvir isto da boca de um bípede é impagável, é surrealismo moderno em ponto de caramelo.
E logo de Setúbal, onde há tanta coisa tão boa e tão nacional: o choco, as praias, a serra, o Mourinho…
Fui.
Conversas sobre nada
Ontem de noite ocorreu-me que as conversas sobre “Nada” são, de facto, as conversas sobre tudo. Tudo o resto, pelo menos.
Estes “Nada”, que inevitavelmente reduzimos a trivialidades, preenchem os vazios deixados pelas coisas que dizemos importantes e fazem com que não tenhamos aquela sensação de “falta-me aqui qualquer coisa”, aquela sensação de desconforto vazio.
Mais, atrevo-me mesmo a pensar que, se algumas vezes nos sentimos de facto plenos, completos, não é por causa dos “Tudo” mas sim por causa destes “Nada”.
Ora, por redução ao absurdo, cheguei a esta conclusão estranhíssima: se temos estes “Nada”, então temos tudo.
Desconcertante, não é? Pois és.
Saravá
Estes “Nada”, que inevitavelmente reduzimos a trivialidades, preenchem os vazios deixados pelas coisas que dizemos importantes e fazem com que não tenhamos aquela sensação de “falta-me aqui qualquer coisa”, aquela sensação de desconforto vazio.
Mais, atrevo-me mesmo a pensar que, se algumas vezes nos sentimos de facto plenos, completos, não é por causa dos “Tudo” mas sim por causa destes “Nada”.
Ora, por redução ao absurdo, cheguei a esta conclusão estranhíssima: se temos estes “Nada”, então temos tudo.
Desconcertante, não é? Pois és.
Saravá
maio 05, 2009
"I num Instante Tudo Muda
"i Num Instante Tudo Muda" - Pelo que percebi é um jornal que sai dia 7... Gostei da campanha publicitária, fez-me ir ao site ver do que se tratava...Parece interessante... Mas tenho dois pensamentos a cerca de isto...
Primeiro...não chegava o jornal "oje", com um erro ortográfico? também tínhamos de ter o "i" a substituir o "E"???
Parecendo que não, isso influencia as criancinhas...que já hoje em dia usam o menor numero de letras possível...Para economia de tempo e dinheiro...
Segundo pensamento...
Foi ver o site, fala de muita mudança, economia, ambiente, geral, politica e sociedade...Bons temas...
Mas e a cultura??
Se há coisa que devia mudar no nosso pais era a cultura...
Não sabia onde poderia exprimir a minha opinião quanto a isto, mas achei que devia partilhar...
Bem haja, macacos!
abril 30, 2009
O Triunfo dos Porcos
A gripe suína é o verdadeiro triunfo dos porcos. Amantes da febra, tremei! Adoradores do courato, prostrai-vos e pedi perdão! Eles chegaram para conquistar o mundo. Oinc!
Nota de rodapé: Quanto tempo dura um orgasmo suíno? Uns pujantes 30 minutos. Pois, então aqueles guinchos estão explicados. Pudera...
Nota de rodapé: Quanto tempo dura um orgasmo suíno? Uns pujantes 30 minutos. Pois, então aqueles guinchos estão explicados. Pudera...
abril 09, 2009
Use me
E deixo-vos, caríssimos primatas, com o seguinte pensamento de fim de semana (o verso que falta):
Talking about you using me but it all depends on what you do
It ain't too bad the way you're using me
Cause I sure am using you to do the things you do
Ah ha to do the things you do
Saravá.
http://www.youtube.com/watch?v=KVezt2sYj5E&feature=related
Talking about you using me but it all depends on what you do
It ain't too bad the way you're using me
Cause I sure am using you to do the things you do
Ah ha to do the things you do
Saravá.
http://www.youtube.com/watch?v=KVezt2sYj5E&feature=related
abril 02, 2009
My baby just cares for me
Para ouvir bem alto. Melhora exponencialmente se na altura certa com a companhia certa…aliás como tudo de bom da vida. Enjoy.
"To hear quite loudly. It improves exponencly if at a certain moment with the certain company … as a matter of fact like everything of good one of the life. Enjoy."
Saravá.
"To hear quite loudly. It improves exponencly if at a certain moment with the certain company … as a matter of fact like everything of good one of the life. Enjoy."
Saravá.
março 27, 2009
Sexta feira, nanosegundos antes de começar o fim de semana "On Friday, nanoseconds before beginning on weekend"
Obama diz: "Yes we can!"
Os Macacos ripostam: "Yes weekend!"
E deixo-vos, caros macacos, macacas e namequa, com uma pérolazita. Ou perlita. Pessoalmente gosto muito de dizer “pérlazita”, na mesma linha de “dua´rosas”. É fino comer algumas letritas de quando em vez. Mas nada de exageros, é que o Verão está à porta.
Bom, não foi? Procurar por "What is it this time". Sabe a morangos com leite condensado.
Saravá.
Obama says: " Yes We can! "
The Monkeys riposte: " Yes Weekend! "
And I leave you, expensive monkeys, she-monkeys and namequa, with a little pearl. Or pearlittle. Personally I like saying very much "little pearl", in the same line of "to roses". It is fine to eat some letters of when in time. But it swims of exaggerations, the fact is that the Summer is at the door.
Good, it was not? To look for " What is it this team ". It taste like strawberries with condensed milk.
Sarava.
Os Macacos ripostam: "Yes weekend!"
E deixo-vos, caros macacos, macacas e namequa, com uma pérolazita. Ou perlita. Pessoalmente gosto muito de dizer “pérlazita”, na mesma linha de “dua´rosas”. É fino comer algumas letritas de quando em vez. Mas nada de exageros, é que o Verão está à porta.
Bom, não foi? Procurar por "What is it this time". Sabe a morangos com leite condensado.
Saravá.
Obama says: " Yes We can! "
The Monkeys riposte: " Yes Weekend! "
And I leave you, expensive monkeys, she-monkeys and namequa, with a little pearl. Or pearlittle. Personally I like saying very much "little pearl", in the same line of "to roses". It is fine to eat some letters of when in time. But it swims of exaggerations, the fact is that the Summer is at the door.
Good, it was not? To look for " What is it this team ". It taste like strawberries with condensed milk.
Sarava.
Como o tempo passa! "Since the time goes by!"
Ainda me lembro dos bons velhos tempos em que fazia sentido chamar "clube de vídeo" aos clubes de vídeo. Nesses tempos distantes, far, far away, entrava-se no dito clube e surpresa das surpresas...cassetes de vídeo nas prateleiras!
Pobres do´mai´novitos (comer umas letritas pontualmente é como beber chá de mindinho empinocado, é fiiiiino) nunca tiveram o prazer de inserir uma cassete de vídeo num video gravador dos antigos daqueles cujo ruído se mistura com os efeitos sonoros da película em visionamento, ou que nunca sentiram o que é retirar a cassete e verificar que metade da fita ficou lá dentro ou mesmo que nunca sentiram aquele estalo orgasmático (ou orgástico; ou orgástrico. não sei mas deve ser giro. hei-de experimentá-los) que a cassete faz quando acabou de rebobinar.
Adiante, nos tempos que correm já não faz sentido absolutamente nenhum a designação clube de vídeo. Foi ficando, ficando,ficando e por cá anda.
Agora que penso nisso - mas não muito de força, porque é sexta feira e vou ter com o meu amor daqui a pouco - a designação substituta mais lógica de "clube de vídeo","clube de dvd", também não tardará a não fazer sentido, pois parece-me que já anda por aí um novo formato a espreitar.
Enfim, o tempo passa e nem nos damos bem conta dele. Por falar nisso, gotta go.
Fui.
Pobres do´mai´novitos (comer umas letritas pontualmente é como beber chá de mindinho empinocado, é fiiiiino) nunca tiveram o prazer de inserir uma cassete de vídeo num video gravador dos antigos daqueles cujo ruído se mistura com os efeitos sonoros da película em visionamento, ou que nunca sentiram o que é retirar a cassete e verificar que metade da fita ficou lá dentro ou mesmo que nunca sentiram aquele estalo orgasmático (ou orgástico; ou orgástrico. não sei mas deve ser giro. hei-de experimentá-los) que a cassete faz quando acabou de rebobinar.
Adiante, nos tempos que correm já não faz sentido absolutamente nenhum a designação clube de vídeo. Foi ficando, ficando,ficando e por cá anda.
Agora que penso nisso - mas não muito de força, porque é sexta feira e vou ter com o meu amor daqui a pouco - a designação substituta mais lógica de "clube de vídeo","clube de dvd", também não tardará a não fazer sentido, pois parece-me que já anda por aí um novo formato a espreitar.
Enfim, o tempo passa e nem nos damos bem conta dele. Por falar nisso, gotta go.
Fui.
"I still remember the good old times in which it was making hurt to call " club of video " to the clubs of video. In these distant times, far, far away, hamper in the stated club and it astonishes of the surprises ... cassettes of video in the shelves!
Poor of the "mo" persons of (to eat a few little letters punctually is how it will drink tea of pinkie sticked, it is lightyyyy) they had never the pleasure to insert cassette of video in a video tape recorder of the ancients of that whose noise is mixed by the resonant effects of the filmwhen seeing it, or what never felt what is to withdraw the cassette and to check which half of the strip was there inside or even that they never felt that crack orgasmic (or orgástic; or orgástric. do not know but it must be a spin. I have of trying them) what to cassette it does when it had just rewuond.
In front, in the times that run already it does not do any sense the designation felt absolutely of club of video. It was, being, being and for here it walks. Now that I think about that - me not a great deal of strength, because it is a Friday and meet my love shortly - the most logical substitute designation of " club of video ", " club of dvd ", also it will not take a long time to do sense, since it seems to me that a new format to spy walks already thereabouts. Finally, the time goes by and we do not even get on well his count. By the way, gotta go. I was.
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